Sou um amante das guitarras Les Paul, e adoro fazer modificações. Comecei fazendo na minha antiga Epiphone LP Standard, e depois nas demais.
Hoje vou falar das tarraxas (sim, tarraxa se escreve com X), mas depois eu posto as outras mudanças que fiz nas guitarras.
Bom, essa semana chegaram as tarraxas Grover que encomendei pra Gibson Les Paul. São as clássicas Rotomatics, porém comprei o modelo 18:1. A outra opção seria a 14:1, porém são menos precisas que as 18:1. Essa relação quer dizer que você precisa dar 18 voltas (ou 14) na tarraxa para que a corda dê uma volta no poste.
Por que troquei?
Muita gente reclama das tarraxas originais da Gibson (Kluson), por diversas razões. As mais comuns são que elas não seguram afinação e são frágeis. No meu caso, não foi exatamente por esses motivos. Os problemas de afinação, que muitas vezes são atribuídos às tarraxas, na verdade são causados por um nut mal lubrificado, cordas mal colocadas, ou até guitarra mal regulada. Como procuro sempre manter minhas guitarras 100%, não tenho problemas de afinação.
Um dos meus motivos foi relativo à precisão das Kluson. Elas realmente não são tão precisas, o mecanismo delas é mais duro, não é suave como as Grovers. Dá mais trabalho chegar naquele ponto certo da afinação.
O outro motivo é estético. Eu curto muito o visual das Grovers. As kluson são clássicas, muito bonitas também, mas acho que as Grovers tem algo a mais. Basta olhar para as Les Pauls de alguns dos meus guitarristas favoritos: Jimmy Page, Eric Clapton, Peter Green, Michael Bloomfield. Todos eles trocaram as Kluson pelas Grovers.


Kluson x Grover
A operação em si foi fácil, porque minha guitarra tem Klusons bolt on, ou seja, com sistema de parafuso/porca. As Les Pauls dos anos 90, e início dos anos 2000 tinham esse sistema. Neste, o diâmetro do furo na madeira é o mesmo usado para as Grovers. Em 2000 e alguma coisa, a Gibson voltou com o sistema push in, apenas com uma bucha pressionada, que usa furo menor.
O que precisei fazer então foi apenas tirar uma e colocar outra, colocar o parafuso na parte de trás do headstock e apertar a porca. Simples assim.
Porém, antes, eu dei meu toque pessoal, fazendo um envelhecimento das tarraxas. Como minha LP é de 1998, as tarraxas antigas, niqueladas, já não tinham brilho. Eu quis manter esse aspecto, então dei uma leve envelhecida usando ácido muriático. Ficaram bem parecidas com as antigas.
Fotos:
Envelhecida (frente) e não envelhecida (atrás)

Metade do serviço feito


Serviço completo (frente)

Serviço completo (back)

Resultado final

O resultado final me agradou bastante. Deram um aspecto bem bacana na guitarra, além de serem muito mais suaves e precisas. É uma modificação reversível, mas duvido que as Kluson voltarão pra essa guitarra.
Valeu!!
Ao som de: Blind Faith - Had to Cry Today
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